Blog destinado à publicação de trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha visando promover o gosto pela leitura e pela escrita. Que os alunos escrevam por prazer, com criatividade e imaginação. Desde 25 de outubro de 2011.
Blog destinado à publicação de trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha visando promover o gosto pela leitura e pela escrita. Que os alunos escrevam por prazer, com criatividade e imaginação. Desde 25 de outubro de 2011.
Um cais também pode ser uma página digital onde os livros se fazem ler pela mão dos leitores mais novos. É isso que acontece neste trabalho, cuidadosamente orientado pela professora bibliotecária Sílvia Ferreira.
Um livro que ganha vida
Neste projeto, os alunos não se limitaram a ler, passaram a ser coautores, escolhendo palavras, imagens e registos que prolongam a vida do livro para lá das páginas de papel. As tecnologias, usadas com intencionalidade pedagógica, ajudam a transformar a leitura numa experiência participada, criativa e profundamente significativa.
A biblioteca como lugar de encontro
A mediação da professora bibliotecária, Sílvia Ferreira, reforça a biblioteca escolar como espaço de encontro entre livros, alunos e novas linguagens digitais. Ao abrir este trabalho, cada leitor é convidado a entrar nesse encontro, escutando como a leitura se reinventa quando a Escola aposta, em simultâneo, na literacia e na imaginação.
Hoje, encerramos mais um capítulo cheio de aprendizagens e momentos especiais. Celebramos as conquistas, os desafios superados e os momentos inesquecíveis que vivemos juntos. Agradecemos a cada alun@ pelo esforço e dedicação, a cada colega pelo compromisso e colaboração, e a todas as famílias pela confiança e apoio constantes.
Que estas férias sejam um tempo de descanso, de alegria e de renovação para todos. Que possamos voltar com energias renovadas, prontos para novas experiências e descobertas.
O blog Cais da Escrita parabeniza a aluna Maria Inês Duarte Couto, da turma 6ºA, cujo texto "A casa da minha avó" integrou a pré-seleção dos cinco melhores trabalhos a nível nacional.
E cá estamos novamente, não com a mesma frequência de antigamente, mas sempre recebidos com os mesmos sorrisos, ao sair do carro. Os sons dos passarinhos voam pelo ar, respiro o ar da aldeia e oiço o meu avô a chamar por mim.
Ao entrar na casa da minha avó consigo relembrar-me de todas as doces memórias, o pão com queijo e marmelada que comia após sair da monha antiga escola, o cão preto a correr atrás de uma bola vermelha, os almoços familiares com a família do estrangeiro… coisas que fazem os olhos de uma inocente criança brilhar.
O meu avô diz-me que a avó está na cozinha, subo as escadas que para lá me levam, o cheiro a rojões enche as minhas narinas, sento-me ao lume enquanto passo as mãos pelo suave pelo do gato Tobias, que por acaso não subiu ao limoeiro hoje, enquanto oiço a minha avó a falar sozinha com aquela voz doce que nunca mudou.
Sento-me à mesa e começo a comer.
- Estás muito magrinha! – diz a minha avó como sempre, mas não me incomodo com isso, continuo a comer aquela comida que não há ninguém que a faça melhor. Vejo uma piscadela da minha avó e uma nota de dez euros passa por baixo da mesa.
- Guarda para a faculdade. – murmura.
Quando acabo de almoçar, espero a autorização da minha avó para poder sair da mesa, oferece-me uma peça de fruta, digo obrigada, mas não me apetece.
- Come! Depois andas sempre constipada!- ela insiste. Acabo sempre por comer a peça de fruta.
Mais tarde, oiço o portão a abrir, é a minha mãe a chegar para me buscar, e assim, o dia acaba comigo a voltar para a cidade.
Infelizmente, sei que algum dia, tudo isto será apenas uma doce memória.