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Cais da Escrita

Blog destinado à publicação de trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha visando promover o gosto pela leitura e pela escrita. Que os alunos escrevam por prazer, com criatividade e imaginação. Desde 25 de outubro de 2011.

Cais da Escrita

Blog destinado à publicação de trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha visando promover o gosto pela leitura e pela escrita. Que os alunos escrevam por prazer, com criatividade e imaginação. Desde 25 de outubro de 2011.

Da turma do 2.º ano, do CE de Alquerubim.

O menino do contra

O menino do contra

Queria tudo ao contrário

Metia a laranja na montra

Depois de a tirar do armário.

 

O menino do contra

Não gostava de cenoura

Varria o lixo com a pá

E apanhava com a vassoura.

 

Comia deitado

E dormia em pé

Quando via um urso

Chamava-lhe chimpanzé.

 

Para cortar o cabelo

Ia ao carpinteiro

Para arranjar o carro

Ia ao cabeleireiro.

 

No céu andava de barco

No mar de avião

Na bicicleta transportava

E passeava no camião.

 

Com a borracha escrevia

Com o lápis apagava

De dia dormia

E de noite passeava.

 

Na mesa se sentava

Para trabalhar

No banco punha o livro

Para descansar.

 

Quando se levantava

O pijama vestia

Tomava o pequeno-almoço

Dentro da bacia.

Quando ia para a escola

Ia com as mãos no chão

Comia o lápis

E escrevia com o pão.

 

Tomava banho na cama

Dormia na banheira

Vestia fato de banho

Para ir à feira.

 

Com o garfo comia a sopa

E com a faca o puré

Na cabeça usava cuecas

E nos pés um boné.

 

Escrevia com a borracha

E quando se enganava

Era com o lápis

Que ele apagava.

 

Pintava no livro

Com uma afiadeira

E ficava em pé

Em cima da cadeira.

 

Quando se levantava

O pijama vestia

No dia seguinte

Tomava banho na bacia.

 

Puxava uma cadeira

E sentava-se no chão

Tinha um cão muito grande

Que lhe cabia a mão.

 

Era tão gordo que

Parecia um palito

Tinha tanta força

Que não podia com um burrito.

 

Lá na neve

Estava com calor

Foi à praia

Embrulhava-se num cobertor.

 

Ia à pastelaria

Comprar leite

Sentava-se à mesa

E comia azeite.

 

Pintava as unhas com batom

E os olhos com verniz

Usava o rímel nos lábios

E ficava tudo feliz.

 

Estava cheio de fome

E nada quis comer

E para andar de bicicleta

Uma cesta foi fazer.

 

A roupa foi secar

No fogareiro

Adora estar às escuras

Por isso acendia o candeeiro.

 

Com os pés na mesa

Comia no chão

E a fazer de guardanapo

Usava o pão.

 

Julgava-se inteligente

Mas não era não

Porque até comia

Comida de cão.

 

Teimoso como era

Calçava as meias nas mãos

Para desespero da mãe:

- Ai, não tem nada a ver com os irmãos!

 

Autoria: Turma ALQ2

Baseado no poema “Tudo ao contrário”,

de Luísa Ducla Soares, Poemas da Mentira e da Verdade.

Prof.ª Titular de Turma: Sofia Castanheira

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