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Cais da Escrita

Blog destinado à publicação de trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha visando promover o gosto pela leitura e pela escrita. Que os alunos escrevam por prazer, com criatividade e imaginação. Desde 25 de outubro de 2011.

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OFICINA de TEXTO(2) - Conta uma aventura, real ou imaginária, em que tu e o teu animal de estimação sejam os protagonistas.

 

 

 

A Máquina do Tempo

 

Vou contar-vos uma história que se passou há dois anos, com o meu cão Kiko.

  Estávamos nós num passeio quando, de repente, nos deparámos com uma coisa muito esquisita: parecia uma casa de banho daquelas de plástico.

Aproximei-me, mas continuei sem perceber o que era aquilo. Entrei pois, do lado de fora, tinha visto umas luzinhas a piscar e, foi então que me apercebi que era uma máquina do tempo! Ali, assim à toa…Era surpreendente! Como é que tanta gente que ali passara, não tivera um pingo de curiosidade. Era estranho!

    Tantos botões! Para que serviriam? – perguntei, estupidamente, ao meu cão (pois uma pergunta tem de ter sempre uma resposta mas, com ele essa resposta não existia).

    Cliquei num botão vermelho que dizia “NÃO CARREGAR”. Era normal eu carregar pois, quando alguém diz “não olhes” ou “nem queiras experimentar” é óbvio que nós vamos logo fazer o contrário do pedido. Mas fiz mal, porque aquilo levou-nos para um lugar estranho, para o tempo dos… REIS!

  No início não percebi onde estava mas, depois vi um coche feito em talha dourada que, transportava o rei … D. João V!

 Observei, as construções em arte barroca e a fogueira no meio da praça.

  - Uma bruxa, uma bruxa! - disse um homem que assistia ao espetáculo.

  - Hã? Eu sei que estes sapatos não ficam bem e a minha camisola é roxa, mas bruxa!? Menino isto não é bruxaria isto é moda. Atualiza-te! - respondi indignada.

  - Para a fogueira!! - exclamaram todos.

  Só depois me lembrei que estava no tempo dos reis e, que nesse tempo as roupas eram muito mais… Enfim, diferentes das de hoje. Tentei explicar que tinha vindo do futuro através duma máquina do tempo, mas ninguém se acreditou e como se isso não bastasse começaram a rir-se.

  Como vi que discutir não ia dar em nada, pus-me a correr o mais depressa que conseguia… Mas tive de voltar para trás porque o Kiko estava no jardim e não era a cheirar as flores. Agarrei na trela dele e puxei-o e depois começámos os dois a correr.

  Fui para o sítio onde, supostamente, deveria estar a máquina, mas não estava lá! Fiquei muito preocupada e até o meu cão pôs as patas na cabeça, percebendo que estávamos feitos. Mais tarde, é que me lembrei que a máquina podia estar no local onde fora feita.

  Troquei de roupa com uma senhora que estava colher o trigo e pus-me a andar pelo meio da multidão até que ouvi:

  - Já viu o que o rei fez?  Parece a casa do povo! - riam-se uns senhores da corte.

  - Onde fica o castelo? - interrompi eu.

  - Olhe, você deveria estar a trabalhar?! - respondeu um.

  Fui perguntar a uma senhora que estava em sua casa a comer um pouco de pão se sabia onde ficava o castelo. Ela disse-me com um sorriso nos lábios e, eu agradeci, enquanto o Kiko sem que ninguém reparasse comia o pouco pão que estava em cima da mesa.

  Pus-me a caminho. À entrada do castelo estavam dois guardas. Foi difícil inventar uma desculpa na hora mas lá disse:

  - Sou a malabarista e isto aqui agarrado é o meu… objeto.

  Um foi perguntar ao rei se estava à espera de alguém, chegou e disse:

  -Trabalha de graça?

  - Sim.- respondi eu aflita.

  - Entre.

  Lá entrei. Não conhecia aquele castelo de lado nenhum mas consegui ir até aos aposentos do rei. Abri a porta e vi… a máquina do tempo! Estava salva daquele tempo! Daquelas pessoas cheias de pó branco e sinais falsos, estava livre (pensava eu). Porque segundos depois estava a porta a chiar, era D. João V a entrar!

Estava num sarilho tão grande que não sabia como havia de sair.

  - Guar…-começou o rei.

  Expliquei-lhe tudo em dois minutos, a falar muito depressa, e o que mais me admirou foi que o rei acreditou! Eu não sabia como tinha sido possível!

Quando entrei na máquina do tempo, ainda vi da janela do quarto do rei, a multidão que pensava que eu era uma bruxa, a tentar entrar no castelo.

  Estava eu de regresso! Entrei em casa e não contei nada a ninguém, apenas comi porque estava cheia de fome.

 

 

Joana Marques, 6B, n.º14

 

 

 

 

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