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Cais da Escrita

Blog destinado à publicação de trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha visando promover o gosto pela leitura e pela escrita. Que os alunos escrevam por prazer, com criatividade e imaginação. Desde 25 de outubro de 2011.

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OFICINA DA ESCRITA – Língua Portuguesa 6º ano

As Botas Novas do Sebastião

 

 

 

     Estava um dia solarengo. O Rodrigo e o Sebastião foram os dois pescar ao rio. Rodrigo era um menino mimado, que tinha tudo o que queria.  Sebastião era o contrário, um menino pobre, mas humilde, andava descalço pelas ruas e passava fome.

     Os dois amiguinhos já estavam a pescar há cerca de uma hora quando o Sebastião sentiu alguma coisa:

     - Rodrigo, acho que consegui apanhar um peixe!

     Quando Sebastião ergueu a sua cana com ar triunfante para mostrar ao amigo o peixe que tinha pescado, reparou que não tinha pescado um peixe, mas sim uma bota!

     - Ah, ah! Mas que belo peixe! Ah, ah! – Troçou o Rodrigo.

     -Mas era suposto ser um peixe, não uma bota! – Afirmou Sebastião com um ar triste.

     Após alguns minutos de risota da parte do Rodrigo, voltou tudo ao normal. Passados alguns minutos foi a vez de ser o Rodrigo a sentir que tinha pescado um peixe.

     -Sebastião, vem cá! Acho que consegui apanhar alguma coisa! – disse o Rodrigo com um ar de contentamento.

     Quando elevou a sua cana, Rodrigo exibiu com satisfação o seu peixe. Era um peixe grande, o que fez com que Sebastião ficasse a olhar com pena de não ter apanhado um peixe bonito como o amigo, mas sim uma bota.

Passaram várias horas e o silêncio permanecia naquele lindíssimo lugar. Sebastião sentiu de novo que tinha pescado alguma coisa e disse ao amiguinho:

     - Rodrigo, é desta que eu pesco um peixe!

     Mas infelizmente pescou de novo uma bota, que por sinal era igual à anterior! Novamente, o Rodrigo não se controlou e começou a rir novamente a bandeiras despregadas. Sebastião já estava a ficar aborrecido porque o seu amigo não parava de rir. Então, como era um menino inteligente pegou nas botas que tinha pescado, calçou-as e com orgulho exibiu as suas botas. E disse a Rodrigo com ar triunfante:

     - Tu, tens um peixe, eu tenho umas botas. E olha que são bonitas!

     E, assim deixou o colega e dirigiu-se a casa, onde com ar vitorioso exibiu-as à família que ficou espantada com a capacidade de Sebastião de conseguir dar a volta aos problemas.

 

                                                                              Beatriz Alho, 6B, n.º1

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