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Cais da Escrita

Blog destinado à publicação de trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha visando promover o gosto pela leitura e pela escrita. Que os alunos escrevam por prazer, com criatividade e imaginação. Desde 25 de outubro de 2011.

Cais da Escrita

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O que pensar desta frase?...

Texto: “Um pátio de diversões”

Autor: Ricardo Alberty

Obra: “De que são feitos os sonhos”

Editora: Areal Editores

Os meninos ricos não brincam

com os meninos pobres.

Comenta esta frase.

Ricos e pobres

     O mundo devia ser mais justo.

     Os ricos deviam partilhar e dividir com os pobres; tudo seria melhor.

     Algumas pessoas são muito egoístas e injustas Acham que são melhores e mais importantes só porque têm mais dinheiro.

     Os ricos podem ter tudo. Qualquer dia não têm o que é preciso porque, apesar de serem ricos, também terão que trabalhar.

     Em vez de serem egoístas, podiam ajudar os mais necessitados.

Ilídio Miguel da Costa, 4.º B

Os meninos ricos

não brincam

com os meninos pobres?!

     Nesta história, um menino rico queria muito brincar com alguns colegas pobres de quem gostava. Os seus pais não deixavam porque achavam que os meninos ricos não deviam brincar com os meninos pobres.

     Muitas pessoas, por serem ricas, acham que são melhores, mais inteligentes, mais fortes, mais elegantes e até com mais direitos que os outras pessoas. Assim pensavam os pais desse menino.

     Ele não concordava com as ideias dos pais pois achava que os meninos pobres não eram diferentes de si.

     Por isso, fugia de casa para brincar com os amigos querem fossem ricos, pobres, pretos, brancos, amarelos ou vermelhos…

     E assim deve ser: brincar com todos sem ligar à condição social do Amigo.

Emanuel Peres de Carvalho, 4.º B

Uma amizade será

sempre mais importante

que um brinquedo.

     Os meninos pobres não têm os mesmos bens que os ricos mas têm os mesmos direitos. Não podem é comprar muitas coisas como os ricos.

     Na verdade, os meninos ricos são, por vezes, egoístas e têm ciúme dos meninos pobres, pois os meninos pobres conseguem ser mais criativos.

     Na minha opinião, acho que os meninos pobres não discutem assim tanto como os ricos.

     Mas, infelizmente, os ricos não brincam muito com os meninos pobres. Alguns discriminam os pobres porque se acham melhores e superiores.

     Este modo de agir é parecido com o racismo.

     É claro que muitos meninos ricos agem assim e ainda bem!

     Não esqueçamos que as coisas nunca serão superiores às pessoas e que uma amizade será sempre mais importante que um brinquedo.

Diogo Miguel Tavares Pereira, 4.º B

Os meninos pobres,

muitas vezes,

não têm nada.

     Na minha opinião, esta frase está errada porque os mais ricos, para além de terem espadas verdadeiras e milhões de brinquedos caríssimos, não tem uma coisa que os meninos pobres conseguem ter: a imaginação.

     Porque os meninos pobres conseguem utilizar coisas que já foram estragadas e transformam-nas em brinquedos.

     Os meninos pobres, mesmo que saibam que está com eles uma pessoa rica, deixam-na juntar-se ao grupo e brincam todos juntos a coisas muito giras e engraçadas.

     Por vezes, os mais ricos recebem coisas caras e novinhas em folha enquanto outras nem um cêntimo têm. Há pais com tanto dinheiro que conseguem comprar tudo mas que nem sempre sabem partilhar o que têm.

     As meninas ricas têm vestidos finos ou grossos, curtos ou longos e podem chegar a ter brilhantes de todas as cores; as meninas pobres pegam em lã e numa agulha e começam a costurar a sua própria roupa porque têm durar anos.

     Os meninos ricos têm gigantescas casas de luxo, com empregados e muitos corredores com portas. Os meninos pobres têm casas todas esfarrapadas, às vezes sem água e luz, porque não tem dinheiro para pagar as despesas.

     Os meninos ricos têm tudo. Os meninos pobres, muitas vezes, não têm nada.

     Há pessoas ricas que gostam mais de brincar com os pobres porque têm mais imaginação. A isto já acho mais correto!!!

Ana Lúcia Silva Magno, 4.º B

Gostava que todos

os meninos pudessem

ir ao cinema,

ao “McDonald's“…

     Costumam dizer essa frase mas eu não gosto disso. Acho que algumas pessoas dizem isso porque se acham convencidas. E eu não gosto. Os meninos pobres não têm dinheiro. Por isso, às vezes, alguns passam por dificuldades.

     Certos meninos, em vez de aproveitarem a vida fazendo o bem, ficam a dormir, a jogar videojogos…

     Os ricos costumam fazer troça dos mais pobres mas estes têm muita imaginação. Os pobres conseguem sempre arranjar maneira de se divertirem: jogos, brinquedos inventados por eles e conversas muito animadas.

     Gostava que todos os meninos pudessem ir ao cinema, ao “McDonald's“, à piscina e aos museus e palácios…

     É esta a minha opinião.

Luís Filipe Almeida Peralta, 4.º B

Brincaram tanto!...

     Na Rua de Todas as Crianças, viviam dois meninos ricos e dois meninos pobres.

     Os meninos ricos, por terem sempre o que queriam, achavam que eram mais que os outros.

     Quando viam os meninos pobres, nem chegavam perto deles.

     Os meninos pobres ficavam muito tristes por eles não quererem brincar juntos. Pensavam que não devia ser assim. Todos os meninos ricos e pobres deviam brincar juntos.

     Mas depressa os meninos ricos perceberam que havia muita alegria onde os outros meninos estavam porque eram sempre muitos mais, e… eles andavam sempre sozinhos.

     Um dia, resolveram juntar-se aos meninos pobres e brincaram tanto, tanto que nunca mais deixaram de estar com eles.

Núria Raquel Almeida Lemos, 4.º B

Ricos... Pobres

     Faz-me lembrar a história da Rita que era uma menina rica e tinha uma casa de luxo. Um dia, a sua mãe Ana disse-lhe isto:

     - "Os meninos ricos não brincam com os meninos pobres."

     - Está bem, mãe. Eu não brinco.

     Então a Rita, no dia seguinte, não brincou com ninguém porque ela era a mais rica da escola.

     - Ó mãe, hoje brinquei sozinha!

     - Porquê?

     - Porque só eu é que sou rica na escola…

     - Não te preocupes, vou mudar-te de escola.

     Então, no dia seguinte, foi para uma escola nova e nem aí se deu bem.

     Assim, as pessoas que pensam desta maneira acabam sempre sozinhas porque têm essa mania de não poderem brincar com os amigos pobres.

Melissa Pereira Ribeiro, 4ºB

Porquê?!

 

     Os meninos ricos não podem brincar com os meninos pobres? Porquê?!

     Será por alguns meninos terem roupas rasgadas ou remendadas, que não são de marca; os sapatos têm a sola descolada? Eu não concordo!

     Se calhar, alguns pais dos pais de meninos ricos proíbem-nos de brincar com os meninos pobres porque pensam que podem apanhar doenças, que estragam os brinquedos caros deles ou que podem ser roubados. Que sejam mal-educados e que entrem por maus caminhos.

     Eu penso que todos os meninos são iguais; só que uns têm mais dinheiro e podem comprar quase tudo. Mas o mais importante é as amizades que devemos partilhar, assim como os brinquedos.

     Não é por ter brinquedos mais caros ou muito dinheiro que as pessoas são mais felizes. Somos mais felizes quando temos amigos com quem partilhamos as brincadeiras. Assim é uma criança feliz.

Diogo Daniel Ferreira Matos, 4º B

Todos juntos

fazemos um mundo melhor!

     Eu não concordo com esta afirmação. Trata-se de um preconceito. Os meninos pobres também são seres humanos e devem ser tratados com respeito. Todas as crianças, ricas ou pobres, são iguais e têm os mesmos direitos.

     Por vezes, os meninos ricos pensam que são melhores porque têm mais dinheiro e brinquedos caros. Mas isso não é verdade. As melhores pessoas são aquelas que têm bom coração.

     Os meninos ricos não devem excluir os meninos pobres. Devem partilhar os seus brinquedos e ajudar os meninos pobres para que estes tenham uma vida melhor. Além disso, os meninos ricos podem aprender novas brincadeiras com os meninos pobres. Todos juntos fazemos um mundo melhor!

     É importante não esquecer que todas as crianças têm direito a brincar e não importa a sua origem social.

Mariana Marques Almeida, 4ºB

O importante é

brincar com todos

porque, na verdade,

todos somos iguais.

     Na minha opinião, acho que os meninos ricos deviam brincar com todos os colegas, sejam pretos, brancos, chineses, pobres…

     Também acho que os meninos pobres não exigem muita coisa. Por exemplo, de uma folha fazem um barco, de um pau fazem uma nave…

     Acho que os meninos pobres até poderão ter mais imaginação, porque, para eles, um barco de papel já é muito enquanto os meninos com mais possibilidades estão sempre a exigir muitos brinquedos, que custam muito dinheiro.

     Por vezes, os meninos mais ricos gozam com os mais pobres porque vão para a escola com roupa suja,   rota e até roupa que já não serve. O importante é brincar com todos porque, na verdade, todos somos iguais. Se não tivessem comida, eu dava-lhes da minha. Por exemplo, se tivesse um pão ou um bolo, partia o pão ou o bolo e havia uma parte maior e uma menor. Eu dava a parte do pão ou do bolo que fosse maior, porque antes de se comer deve-se perguntar:

     - Queres um bocadinho da minha comida?

     Até se for uma só bolacha de que gostamos muito, oferecemo-la com gosto porque não é bom dar só por dar. É dar com gosto; se não, não vale a pena!

     Aconteceu no 3º ano que eu e as minhas colegas estávamos a brincar e, de repente, aconteceu  alguma coisa entre nós e uma das minhas amigas saiu de onde nós estávamos a brincar; mas não saiu contente. Ela saiu triste. Então, fui ter com ela brincar porque ela não tinha ninguém para jogar.

     É assim que se deve fazer quando somos amigos (as) de verdade: se uma sai triste outro (a) amigo (a) deve ir brincar com ele (a) para o (a) amigo (a) não ficar triste a pensar em coisas negativas.

     Para mim, aquela frase deveria ser:

     - Os meninos ricos devem brincar muito com todos os meninos.

     Esta frase, sim, está correta. Ajudar quem precisar. É assim que estaremos a ser bons!

Maria Beatriz Lages Bernardo, 4.º B

A amizade não se compra.

Conquista-se com

boas atitudes.

     Naquele pátio, os meninos ricos talvez não gostassem de brincar com os meninos pobres. Esta ação não é muito bonita, porque não importa se somos ricos ou não. Não devemos gozar com os outros por terem formas (aspetos) diferentes, por serem altos ou baixos, gordos ou magros, ou também por terem reações diferentes das nossas. Isso não impede de sermos seus amigos.

     Ser amigo verdadeiro é não andar sempre a discutir, a brigar, a mentir ou a ser invejoso. Os nossos amigos de verdade nunca nos deixam sozinhos. Os meninos pobres não se importavam de brincar com os meninos ricos (boa ação), mas talvez os meninos ricos não gostem de brincar com os pobres. Se eles (ricos) perguntassem se podiam brincar com os pobres, de certeza que eles diziam que sim; pelo menos, seria uma atitude sensata.

     Não devia haver diferenças entre meninos ricos e meninos pobres. Poderiam ser todos amigos porque a amizade não se compra; conquista-se com boas atitudes.    

Inês Rodrigues Santos, 4.º B

Devemos avaliar os colegas

pelo que são como pessoas

     Eu acho que esta frase está errada porque todos os meninos devem brincar uns com os outros.

     Gostava que os meus colegas não quisessem brincar comigo por eu ser pobre.

     Todos nós temos vidas diferentes. Devemos avaliar os colegas pelo que são como pessoas, e não pelo dinheiro ou os bens que têm.

     Pela minha vida pessoal, aprendi que hoje temos tudo, e amanhã não temos nada...

     A mim já aconteceu poder tudo o que queria, mas agora a vida está mais difícil e já tenho mais dificuldade em ter as coisas de que gosto. Mas não deixei de ser a mesma criança... Pelo contrário. Tornei-me uma criança que percebe melhor as dificuldades dos pais.

     Apesar desta mudança, os meus colegas sempre continuaram a brincar comigo e assim serão meus amigos.

     Para sermos todos amigos devemos ajudarmo-nos uns aos outros. Devemos partilhar as coisas com os colegas que não têm e não podem ter e, desta forma, nunca haverá diferença entre as crianças. Somos todos iguais.

Estêvão Marques Paralta, 4.º B

Ricos ou pobres,

partilhamos a mesma

felicidade de brincar.

     Eu não concordo com essa afirmação. Os meninos ricos podem brincar com os pobres porque nas escolas normais não se distingue quem que é mais rico e quem é mais pobre.

     Antigamente, a riqueza via-se pela roupa e pela higiene. Agora não é assim: seja pobre ou rico, estamos à vontade e brincamos juntos.

     Felizmente, existe hoje solidariedade social para ajudar a diminuir diferenças.

     Mas existem crianças que vivem melhor do que outras. Os mais ricos têm “PSP’s” e muitos brinquedos. Podem ter tudo! Pedem num dia e recebem no outro. Os mais pobres podem não ter tantos brinquedos, mas, por vezes, a sua imaginação não tem limites!

     Gostaria que todos fossemos livres para brincarmos uns com os outros.

     Ricos ou pobres, partilhamos a mesma felicidade de brincar.

Guilherme Rafael Tavares Ventura, 4º B,

da EB de Albergaria-a-Velha

Prof. da Turma: José Manuel Alho

 

Ricardo Alberty

     Escritor português, Ricardo Eduardo Rios Rosa y Alberty nasceu a 22 de agosto de 1919, em Lisboa, e faleceu em 1992, na mesma cidade. Frequentou o curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, passou o exame de Arte e Representar do Conservatório Nacional, atuando pela primeira vez, no Teatro Nacional D. Maria II, em 1952, e concluiu o curso de Desenho e Pintura da Sociedade Nacional de Belas-Artes.
     Autor de literatura infantil e juvenil, foi também tradutor de obras estrangeiras, entre as quais se encontram algumas de William Shakespeare. Com a sua primeira obra A Galinha Verde (1957, contos) ganhou o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho, em 1958. Em ex aequo com Matilde Rosa Araújo, recebeu, em 1980, o Grande Prémio de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo conjunto da sua produção escrita. Exemplos da sua obra são A Terra Natal (1968), O Príncipe de Ouro (1971), O Cavalinho das Sete Cores (1978), O Homem das Barbas (1989) e O Guarda-Chuva e a Pomba (peça teatral).

 

Fonte

Foto retirada daqui

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«Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança.» (Ernest Hemingway) © Cais da Escrita 2014.