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Cais da Escrita

Blog destinado à publicação de trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha visando promover o gosto pela leitura e pela escrita. Que os alunos escrevam por prazer, com criatividade e imaginação. Desde 25 de outubro de 2011.

Cais da Escrita

Blog destinado à publicação de trabalhos dos alunos do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha visando promover o gosto pela leitura e pela escrita. Que os alunos escrevam por prazer, com criatividade e imaginação. Desde 25 de outubro de 2011.

Como seria bom realizarmos os nossos sonhos e morarmos numa casa na árvore.

 

 

 

Uma casa à minha medida…

 

 

 

       Eu, que estou agora a falar, gostava de ter uma casa!

     Bem, isso não é novidade pois quase toda a gente, gentinha e “gentona” gostava de ter uma. Não é verdade?

     Eu cá gostava que a minha casa fosse numa árvore.

     É esquisito, mas… eu vou descrevê-la. Como seria numa árvore teria de ter uma escada, mas não uma escada qualquer! Tinha de ser uma escada rolante! Mais…ora deixa cá ver … uma cozinha com uma mesa de cortiça, uma lareira em pedra, uma chaminé de (deixa-me pensar numa coisa cara…hum…) fio de cobre! Em cima do frigorífico, uma cebola embalsamada com gema de ovo, um quarto e uma casa-de-banho com uma sanita que fosse ligada à rede de esgotos. Ah! E todo o chão da cozinha era revestido com casca de pinheiro, o do “W.C.” com algodão doce e o do quarto com nuvens cor-de-rosa.

     Ao lado, queria um moinho de vento movido a orvalho e um rio a passar com água do mar, porque faz bem pôr água do mar nas borbulhas, quando as temos.

     Entendo que já estejam fartos de me ouvir mas, a vida é assim! Olha, já me vou embora, a minha mãe está a chamar-me para jantar.

     Até à próxima!

 

 

Adália Tatiana, nº1, 6ºE



Da turma do 4.º B, da EB de Albergaria-a-Velha - Como escrever uma BIOGRAFIA?

Uma biografia

     Uma biografia descreve os factos mais importantes da vida de alguém. Para isso é preciso realizar uma pesquisa sobre a pessoa e consultar várias fontes de informação: livros, jornais, revistas, internet...

 

Etapas da biografia

INTRODUÇÃO:

  • Como se chama a pessoa?
  • Onde nasceu?
  • Quando nasceu?

DESENVOLVIMENTO:

  • O que estudou?
  • Onde estudou?
  • Em que trabalhou?
  • Que viagens fez?
  • O que criou ou fez de importante?
  • Com quem casou?
  • Quantos filhos teve?
  • Onde viveu?
  • Quando morreu?
  • (...)

CONCLUSÃO:

  • O que se pensa da pessoa.

Prof. da Turma: José Manuel Alho

Uma biografia de

Brites de Almeida

- A Padeira de Aljubarrota 

Por Gonçalo Eduardo Pego Araújo
Para aumentar de tamanho, clicar quando no cursor aparecer "Ler em ecrã inteiro"
 
Para aumentar de tamanho, clicar quando no cursor aparecer "Ler em ecrã inteiro"

Monet também é fonte de inspiração para os nossos jovens escritores.

 

 

 

 

 

Um almoço em família 

 

 

     Era domingo, e como estava um dia lindo de Agosto, o avô Samuel decidiu convidar a sua família para almoçarem. Como toda a família adorava os almoços em casa do avô Samuel, todos aceitaram o convite.  O avô Samuel também adorava os almoços que fazia em sua casa com a família, mas aquele dia era um dia especial. Ele e a sua querida esposa Alice, faziam 48 anos de casados!

     Logo que a família se reuniu, o avô Samuel anunciou com muito orgulho aquela data tão especial para ele e para a sua mulher Alice. A família Santos, que se esquecera daquela data tão especial, pediu desculpa aos anfitriões e logo toda a gente começou a festejar.

    Começaram pelas entradas, as tradicionais azeitonas e camarões, toda a família adorava camarões e, claro, azeitonas, apesar dos mais pequenos ainda torcerem um pouco o nariz. Todos falavam entre si alegremente, falavam de política, desporto e de muitos mais assuntos. O prato principal foi cozido à portuguesa, como não podia deixar de ser, pois era o prato favorito do avô Samuel. A sobremesa foi uma surpresa do avô Samuel para a avó Alice: um bolo de 6 andares onde dizia: 48 anos de casamento. A avó Alice começou a chorar porque adorou a surpresa que o marido lhe tinha preparado.

    Os gémeos Pedro e Paulo estavam muito contentes, pois não viam a família há 2 anos, porque tiveram que se ausentar do país. Estavam espantados, pois não imaginavam que todos estivessem tão diferentes. A Carolina, filha do avô Samuel, aproveitou o almoço para matar saudades do seu gatinho favorito, o Fofinho, nome que ela própria lhe dera!

    Toda a família Santos festejou aquela data especial e conversou; resumindo, toda a gente se divertiu e, como sempre, todos adoraram aquele almoço.                                                                                                                     

Beatriz Alho

                                                                                                                               6ºB – Nº1

 

 

 

 

A Festa

 

 

     No ano de 1914, a D. Maria José preparava-se para ir visitar a cidade do Porto, mas depois de pensar duas vezes decidiu:

     - Cocheiro, por favor cancele a viagem ao Porto, se faz favor.

     Pensando para si própria, murmurou:

     - Hum… Quero fazer algo diferente… Já sei! Vou preparar uma festa e irei convidar todos os meus amigos.

     Escreveu nos convites:

                 

                    Exmo(a) Senhor(a)

 

                       Está convidado(a) para a melhor festa da Época, com várias viagens de barco nos rios mais conhecidos de todo o Portugal.

                       Iremos passar pelos rios: Minho, Douro, Mondego, Tejo, Sado e Guadiana.

                       Por favor, dirija-se à minha casa no dia 30 de Novembro para começarmos a viagem.

                       Com os melhores cumprimentos,

 

                                                                                                  Maria José Caldeiras

 

 

     No dia 30, todos os convidados se juntaram na casa da senhora e perguntaram:

     - Onde vamos nós agora?

     A D. Maria José respondeu:

     - Cocheiro! Prepare a carroça para 12 pessoas!

     O cocheiro respondeu:

     -Muito bem, minha senhora.

     Todos se dirigiram até à carroça, entraram e começaram a viagem.

     Na hora do almoço o senhor Jorge Almeida chamou:

     -Senhora D. Maria José! Pode entregar-nos as ementas?

      A ementa era a seguinte:

 

Sopa

 

Canja de Galinha

 

Carne

 

Vitela com batatas assadas 

Leitão à Bairrada   

 

 Peixe

 

  Robalo com arroz de tomate

   Salmão

 

 Sobremesas

 

 Fruta da Época

Doce da casa

 

 

     Depois do almoço passaram pelo Rio Tejo. Ao fim de duas horas passaram pelo rio Sado e também pelo Guadiana.

     Terminada a viagem, todos agradeceram o convite e voltaram a casa para estar com as suas famílias.

 

 

                                                                                                         Pedro Magalhães e Silva

                                                                                                        Nº16  6º B

 

 

                                                                                                            

Oficina de Escrita: texto descritivo.

A minha amiga secreta

     A minha amiga secreta tem 7 anos e anda na minha turma.

     Tem olhos esverdeados, cabelo loiro e liso. Usa puxo.

     É baixa e magra. Costuma usar calças, camisola e calçar botas castanhas.

     A sua mochila é da Winnie-the-Pooh. É azul e verde.

     Ela é educada e boa aluna.

     É simpática, calma, mas alegre e divertida.

     Eu penso que tem uma irmã mais velha.

    Inês - 2º A, da EB de Alb.-a-Velha

O meu amigo secreto

     Anda na minha turma.

     Ele usa óculos.

     Ele tem 7 anos.

     Ele é baixo e um pouco gordinho.

     O meu amigo é bem comportado e é educado.

     Ele vive com o pai e com a mãe.

     Ele gosta de desenhar, mas não gosta de pintar.

     Ele gosta da escola.

Mykyta - 2º A, da EB de Alb.-a-Velha

A minha amiga secreta

     A minha amiga secreta é minha colega de turma.

     A minha amiga secreta tem 7 anos.

     Ela tem cabelo castanho, liso e bonito. É baixa, magra e tem olhos castanhos claros. Também é bonita.

     Ela é educada, engraçada, inteligente, estudiosa e trabalhadora.

     A minha amiga secreta usa leggings, camisola comprida, botas ou fato de treino às vezes.

     Ela usa uma carteirinha cor-de-rosa. A mochila dela é azul e verde.

     Ela vive com o pai, com a mãe e com a irmã.

     Ela gosta de desenhar e de pintar. Gosta muito de ler, da escola e de aprender.

  Micaela - 2º A, da EB de Alb.-a-Velha

A minha cadela

     A minha cadela chama-se Quica.

     A Quica tem dois meses.

     Ela só come ração.

     Ela ainda é pequenina. Tem o pelo castanho e curto. As orelhas são pequeninas. Eu não sei de que raça é.

     A minha cadela tem uma coleira e uma trela.

     Ela é brincalhona, meiga e dá a patinha. Às vezes abre a boca e faz de conta que morde.

     Ela gosta de brincar comigo e com os meus pais.

     A minha mãe viu uma cadela abandonada com cinco cachorros. Assim lembrou-se de levar um para casa.

 

        Francisco, com ajuda dos colegas.

Turma 2.º A, da EB de Alb.-a-Velha

        Texto escrito no computador - Margarida, Carolina e Francisco

 

Brincar com as palavras

à maneira de Luísa Ducla Soares

O que está

O que está no jardim?

Uma flor igual a mim. 

   

O que está na flor?

Uma abelha com calor.

 

O que está no computador?

Um velho doutor.

 

O que está na rua?

Uma senhora nua.

 

Que está no céu?

Um lindo chapéu.

Micaela - 2º A, da EB de Alb.-a-Velha

Prof.ª da Turma: Carmo Delgado

Oficina do Texto (III), do 4.º B da EB de Albergaria-a-Velha.

A Vendedora de Fósforos

     »Na véspera de Ano Novo, na última noite do ano, fazia muito frio. As ruas da pequena cidade estavam completamente às escuras.

     As pessoas abrigavam-se nas suas casas aquecidas e através das janelas viam-se as luzes das árvores de Natal acesas. O aroma a ganso recheado escapava para a rua. A neve caía.

     Apenas uma jovem menina vagueava pelas ruas desertas. Os flocos de neve pousavam nos seus caracóis louros, os pés descalços estavam roxos por causa do frio. Quando saíra de casa tinha calçado um par de sapatos mas, ao desviar-se de uma carruagem que passava apressada, perdera-os, pois estavam demasiado grandes. Um dos sapatos desapareceu e o outro foi apanhado por um pobre rapaz que rapidamente se pôs em fuga, sem olhar para trás.

     A menina trazia nas mãos um molho de fósforos e no bolso do avental tinha mais. Ninguém lhe tinha comprado nada nesse dia. De certeza que o pai ia ficar furioso e, além disso, em casa também estava frio, uma vez que o vento assobiava pelas fendas do telhado.

     Num canto entre duas casas, uma mais saliente que a outra, a menina sentou-se e aninhou-se, encolhendo os pés contra o corpo. Estava gelada e tinha as mãos dormentes, devido ao frio. Não parava de nevar e as ruas começaram a ficar desertas. O frio aumentava cada vez mais…»

 

                                                                               Hans Christian Andersen,

"A vendedora de fósforos" - Everest Editora.

Imagina o que se passou e

depois escreve

um final para esta história.

 Estavam juntos para um novo ano...

     O pai estava preocupado. A vendedora de fósforos nunca mais regressava a casa.
     Passaram duas horas e a vendedora sem aparecer. Então, o pai decidiu ir procurar a filha. Procurou toda a noite. Mas nem sinal dela.
     Passaram quatro dias e… nada. O Pai não desistiu. Alguns dias depois, encontrou-a num canto entre duas casas. Aproximou-se e viu que tinha desmaiado com o frio.
     Levaram-na para o hospital. Foi então que a menina sonhou que o seu pai tinha sido baleado por tiro de caçadeira. Acordou e viu que estava no hospital. Ao perceber que tinha o pai a seu lado, perguntou aflita:
     - Pai, foste baleado?! – perguntou ainda assustada.
     - Não. Tu estavas a sonhar… - respondeu o pai, tentando acalmá-la.
     O pai não ficou aborrecido por ela não ter vindo a horas e sem dinheiro.
     Chegaram a casa com a comida já feita e começaram a jantar.
     Finalmente, a família estava contente. Estavam juntos para um novo ano...

Luis Turchyn, 4.º B

 Toda a gente estava feliz

     E a menina não aguentou muito mais. A certa altura, chega um menino pobre que diz:
     - Desculpa por te ter tirado o sapato... - disse o menino arrependido.
     - Não faz mal. Os sapatos eram muito grandes… - comentou a vendedora.

     De seguida, ele pediu-lhe uma caixa de fósforos.
     - Quanto custa uma caixa? - perguntou o menino.
     - Um euro e é só se tu quiseres. Eu não te obrigo - disse a menina de caracóis louros e pés roxos.

     E o menino lá lhe deu a moedinha de um euro. Assim, a menina de caracóis louros e pés roxos decidiu ir para sua casa. Quando chegou, o pai não ficou furioso. Até ficou contente!
     Já era 2012. Toda a gente estava feliz e gritavam:

     - «Ano novo, vida nova!».Fizeram um brinde e desejaram um feliz ano novo que, pelo menos, fosse melhor que o ano anterior.


Diogo Rocha Jesus, 4.º B

Viram-se e abraçaram-se

     A menina pegou num fósforo e acendeu-o, mas caiu um floco de neve e apagou-o. Acendeu outro e aconteceu a mesma coisa.

 

     Atirou o fósforo e começou a chorar:

 

     -«Snif, snif, snif», porque é que só me acontece a mim? Porquê?! «Snif, snif, snif» - soluçava sem parar.

 

     Depois de se aquecer e de se aninhar entre as duas casas, teve paciência, pegou num fósforo e acendeu-o. Nesse momento, ouviu alguma coisa fazer barulho. Foi ver o que era e encontrou os seus sapatos, algumas moedas, um cachecol, um casaco e um cobertor.

 

     Foi guardá-los entre as casas, mas continuou aquele barulho estranho que não se percebia ao certo o que seria. O ruído era (de longe) enferrujado, triste e baixo.  

 

     Lá se levantou outra vez e procurou, procurou, procurou até que encontrou o pai a chorar. Viram-se e abraçaram-se:

 

     - Ó filha, desculpa! - dizia o pai.

 

     - Não faz mal, pai! - assegurou a menina.

 

Gonçalo Euardo Pego Araújo, 4.ºB

Foi comprar um

par de sapatos

bem quentinhos 

     Era uma vez uma menina que vendia fósforos. Um dia, essa menina não tinha vendido fósforos e então decidiu não ir para casa, porque já sabia que o pai ia ficar irritado e ia pô-la outra vez fora de casa.

     A temperatura tinha baixado muito e a menina tinha cada vez mais frio.

     Houve uma pessoa que precisava de uma dúzia de fósforos. A menina vendeu doze fósforos por cinco euros e foi para casa com cinco euros na mão.

      O pai da menina disse que, no dia seguinte, lhe ia comprar um par de sapatos. E assim foi. O pai da menina foi comprar-lhe um par de sapatos bem quentinhos.          

 

      Emanuel Perez de Carvalho, 4.º B

    

 A senhora sorriu

e levou-a a casa

     ... e a menina começou a chorar.
     Começou a pensar que as pessoas que estavam em casa felizes eram pessoas cheias de sorte. Mas ela era muito pobre e pouco sortuda.
     Pensava na reação do pai quando chegasse a casa. Algum tempo depois, um menino passou pela rua e a menina cumprimentou-o:
     - Olá!
     - Olá. - respondeu o menino.
     - Onde é que vais? - perguntou a menina.
     - Vou comprar fósforos.
     - Olha...eu vendo fósforos. Queres algum?
     - Por caso... sim, quero!
     - Custam dois euros! - exclamou a menina, cheia de esperança.
     - Muito bem! Está comprado.
     A menina ainda tinha medo de voltar. Por isso, esperou para  ver se vinha mais alguém. Entretanto, mais ninguém apareceu...
     De repente , quando se preparava para desistir, uma senhora já idosa, vinda do nada, pergunta:
     - Onde é que é a tua casa?
     - É na Rua Velha. - respondeu a menina.
     - Eu levo-te a casa. - disse a senhora.
     - Mas o meu pai quer que eu tenha dinheiro para ele…
     - Então, toma cinquenta euros!
     - Muitíssimo obrigado! – agradeceu a menina aliviada, mas muito feliz.
     A senhora sorriu e levou-a a casa para que levasse a boa notícia ao pai.

Luís Filipe Almeida Peralta, 4.ºB

 

 Todos lhe deram

alguma coisa

     O frio aumentava cada vez mais e a menina ia começando a ficar com o corpo dormente. De manhã, a menina dormia no chão, e mais pessoas se aproximavam dela. Quando acordou, a menina, já rodeada de muita gente, começou a vender os fósforos às pessoas.
     Todos lhe deram alguma coisa: dinheiro, roupa, comida...
     A caminho de casa, a menina encontrou um rapaz com  roupas velhas, com a cara gelada...e pensou, que também ela estivera assim. Decidiu, por isso, repartir parte do que tinha recebido com aquele rapaz já roxo de frio.
     Em casa, contou aos pais o gesto de bondade que tivera e como correra a sua noite.
     Os pais, muito felizes, perguntaram pela roupa, pela comida e pelo dinheiro recebido com a venda dos fósforos.
     A menina mostrou-lhes e os pais ficaram muito orgulhosos dela. Assim, puderam comprar uns lençóis quentes e, com o resto do dinheiro, pagaram alguns livros da filha.

Diogo Miguel Tavares Pereira,  4.ºB

 

Foto de Lili Pereira

Afinal, aquele homem

era o seu pai

     Não havia ninguém na rua. Os telhados estavam cheios de neve. Ela já não sabia o que fazer: ir para casa ou continuar ao frio.
     Faltavam vinte minutos para a meia-noite. O vento batia cada vez mais forte. Esta vendedora, como era muito esperta, foi ver se encontrava lenha no pinhal mais perto dela. Descobriu um bocadinho de lenha no pinhal do seu vizinho.
     Com um fósforo acendido, colocou-o no meio dos paus misturados com a caruma. Não conseguiu atear uma fogueira. Pensou, pensou… Na cabeça surgiu logo uma ideia. Precisava de pinhas. Foi de novo ao pinhal recolher umas pinhas.
     Assim, sim. O lume estava aceso. A vendedora de cabelos louros ficou a olhar muito bem para o lume. Chegou-se a ele para se aquecer. Foi então que viu umas botas de cano alto.
     E perguntou-se:
     - Como é que estas botas vieram aqui parar?! Quem as terá trazido?!...
     Faltava um quarto de hora para o ano novo chegar. A vendedora não sabia quem teria ali deixado o par de botas.
     Uma voz grossa e misteriosa disse então:
    - Estavas a pensar há dois minutos quem seria eu. Apareci para veres quem te deu as botas…

     A menina ficou de boca aberta. Afinal, aquele homem era o seu pai.
     - Pai! - gritou espantada por ali o ver.
     O pai também ficou muito feliz por conseguir dar um presente à filha. Mesmo assim, pediu-lhe para não voltar a fugir de casa. Regressaram para passar o resto da noite.
     Tiveram uma passagem de ano muito feliz. A menina gostou muito de ver o seu pai contente e alegre.

Diogo Daniel Ferreira Matos, 4.º B

Refugiou -se num sítio

dedicado aos pobres  

     A vendedora de fósforos acabou por desistir e voltou para casa, mesmo sabendo o que lhe podia acontecer. Chegou e ouviu:
     - Mostra lá o dinheiro que trouxeste! - ordenou o pai.

     Um pouco intimidada, respondeu:
     - Não vendi nada pai. Nem uma caixa... - disse, envergonhada, a vendedora de fósforos.
     - O quê? Como é que te atreveste a voltar para casa sem um único tostão?!-pergunta o pai furioso.
     - Desculpa pai, mas...estava muito frio lá fora e não aguentava mais. - explicou já a tremer.
     - E porque é que estás descalça?-perguntou a mãe em tom alto.
     A menina, farta de ouvir gritos, fugiu e refugiou -se num sítio dedicado aos pobres onde mais tarde foi adotada por uma família rica, que lhe deu carinho, amor e atenção. Foi a aí que recebeu a sua merecida prenda: uma vida melhor.


 
Melissa Pereira Ribeiro, 4.ºB

 A menina voltou para casa

com os vinte e cinco euros

     … A menina, ainda com frio, continuou a caminhar. Estava cada vez mais frio. Pouco depois, a menina lembrou-se de acender um fósforo. Mas este apagou-se.

     De repente, um menino apareceu e disse:

     - Olá!

     - Olá! – disse a menina.

     - Conheces alguém que venda fósforos? – perguntou o menino.

     - Eu vendo fósforos! – exclamou a menina.

     - Quero um – pediu o menino.

     - É um euro – garantiu a vendedora.

     - Então, quero cinco! – exclamou o menino.

     - São cinco euros – disse a menina.

     - Muito obrigado! – agradeceu o cliente.

     Contente por ter vendido alguns fósforos, a menina continuou a andar. Já perto de casa, pensou em voz alta:

     - Não posso voltar para casa só com este dinheiro!

     - Leva este dinheiro contigo – disse uma senhora idosa, oferecendo-lhe vinte euros.

     - O que é que posso fazer por si? – perguntou a menina.

     - Se tivesses alguns fósforos que me pudesses dar… - disse a senhora idosa.

     - Sim, tenho! – interrompeu a menina – Aqui estão eles. Os vinte! – continuou a menina.

     - Vinte?! São muitos! – disse a senhora idosa – Muitíssimo obrigada – continuou a velha senhora.

     Sorridente, a menina voltou para casa com os vinte e cinco euros e os restantes fósforos.

Mariana Marques Almeida, 4.ºB

Estava com a minha avó

e isso é que importava!

     ... Estava presa, não me conseguia mexer, estava tudo muito escuro. Ganhei coragem e levantei-me. Fui para fora da aldeia.

     Passadas duas horas, encontrei uma pequena quinta que me parecia familiar e fui para lá. Toquei à campainha. Quando apareceu… a minha avó. Ela convidou-me para entrar. Não via a avó há muitos anos. Ela era muito simpática e carinhosa. Diziam que ela tinha o dom de comunicar com Deus, mas os meus pais pensavam que ela era maluca. A minha avó convidou-me para passar o ano novo com ela, a sua comida era galinha assada com batata cozida.

     Faltava uma hora para entrarmos no ano novo. A avó pediu-me para ir buscar couves à horta. E lá fui. A avó plantava de tudo; por isso tinha comida para todo o ano. Era muito feliz!

Faltavam dez segundos, estávamos com champanhe na mão…

     Pum pum pum! Começavam a largar foguetes! Comemos as doze passas e o meu desejo realizou-se: estava com a minha avó e isso é que importava!

Guilherme Rafael Tavares Ventura, 4.ºB

 Ela teve um sonho em

  que vendia muitos fósforos

     O frio aumentava cada vez mais. Decidiu então ir para casa.

     O vento soprava cada vez mais pelo telhado adentro!

     Quando a menina viu o seu pai, disse-lhe que não conseguira vender fósforos. Ele ficou aborrecido, porque precisava de comer e de juntar dinheiro para comprar uma casa melhor.

     Triste, a menina foi para o seu quarto, que só tinha uma cama, onde passaria a noite. Ela teve um sonho em que vendia muitos fósforos e o pai conseguia arranjar uma nova casa para os dois viverem.

     Passados uns tempos, esse sonho realizou-se e tiveram muitos aquecedores porque muitas pessoas souberam que viviam cheios de frio. Todos os ajudaram.

     E assim a menina e o pai viveram felizes para sempre!

                              Maria Beatriz Lages Bernardo, 4.º B

 

A menina foi a correr

para casa avisar os pais

     O frio aumentava cada vez mais, a menina sentou-se no chão. Nesse momento, saiu um senhor de uma casa que ia à floresta colher alguns paus para acender a fogueira. Os fósforos tinham acabado.

     A menina chamou-o:

     - Desculpe! Quer comprar alguns fósforos? - pediu encarecidamente.

     - Fósforos? Mas como é que sabia que eu queria?... - disse o senhor.

     - Não sei! - respondeu a menina.

     - Então, dás-me um molho? – perguntou o homem.

     - Sim, claro!!!!

     O senhor comprou os fósforos por dez euros e a menina ficou muito feliz!

     Agradeceu ao senhor e foi para casa aos saltinhos, porque finalmente tinha vendido não um fósforo, mas um molho deles.

     Quando ia para casa, encontrou uma casa abandonada, mas que estava toda bem feita e lá dentro também estava quente. A menina foi a correr para casa avisar os pais que tinha recebido dinheiro e também encontrado uma casa melhor para viverem.

     Mudaram-se para essa casa e ficaram muito felizes. Com esse dinheiro, compraram comida para aquela noite e daí em diante viveram felizes para sempre.

                                                                                                             Inês Rodrigues Santos, 4.ºB

 Os pais ficaram

muito contentes

     Na pequena cidade, o frio aumentava cada vez mais e  a menina não conseguia suportar aquele frio.

     Andou mais para a frente para ver se encontrava algum abrigo, mas todas as casas estavam tão divertidas, que nem a ouviram a bater à porta ou a tocar à campainha.

     Ela estava a um quilómetro de sua casa, até que encontrou uma idosa que não tinha luz em casa nem fósforos. Comprou oito fósforos à menina.

     Quando a idosa saiu, teve pena da menina e convidou-a a ir a sua casa tomar um chocolate quente. A menina aceitou. Ficou lá um quarto de hora.

     Depois foi para casa com oito euros, porque cada fósforo custava um euro.

     O pai não se aborreceu porque, com oito euros, dava para comprar comida e alguns trapos. Era uma família muito pobre. Por isso é que a menina andava a vender fósforos.

     No dia de ano novo, a menina teve de ir vender mais fósforos, mas nessa tarde houve um corte de eletricidade e conseguiu vender vinte e cinco fósforos porque ninguém tinha luz em casa.

     Regressou com vinte e cinco euros. Os pais ficaram muito contentes porque, finalmente, conseguiram algum dinheiro mais.

     E passaram o Ano Novo muito feliz!

Ana Lúcia Silva Magno, 4.º B

Hans Christian Andersen

(Odense, 1805 - Copenhaga, 1875)

 

     Escritor dinamarquês. De origem humilde, filho de um sapateiro. Em 1819 instala-se em Copenhaga, onde, graças à ajuda de generosos protectores, estuda canto e dança. Mas na realidade a sua formação é autodidacta, nutrida por abundantes leituras. A partir de 1833 começa a publicar obras dramáticas, diários, apontamentos de viagens e alguns romances.

 

     Mas a obra que o torna célebre em todo o mundo é Contos, traduzidos para uma infinidade de idiomas. Publica os primeiros em 1835-37, e continua a escrever e a publicar até chegar, em 1872, a um total de 156 contos. Os contos mais antigos estão enraizados na tradição popular: Companheiro de Viagem, Os Cisnes Selvagens. Posteriormente, Andersen dedica-se ao conto literário no mundo das fadas (O Duende, A Colina dos Elfos), numa concepção idílica da natureza (O Rouxinol, O Sapo, O Abeto, As Flores da Pequena Ida) e, inclusive, nas relações misteriosas entre os objectos mais prosaicos (A Agulha de Remendar, A Gota de Água, A Velha Lanterna, Os Trapos). Alguns dos seus contos mais famosos deixam entrever elementos autobiográficos: O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia.

 

Texto retirado daqui

 

 Prof. da Turma: José Manuel Alho

A partir de uma BD. Da turma do 4.º B, da EB de Albergaria-a-Velha.

 

 

Partindo desta

Banda Desenhada (BD),

constrói a história da

Bela Adormecida.

     No reino tinha nascido uma princesa.

     Contente, o rei anunciou:

     - Meus súbditos, nasceu uma princesa!

     Para comemorar o nascimento da sua filha, o rei organizou uma festa e convidou as fadas madrinhas para o batizado. Inesperadamente, a fada má apareceu e afirmou:

     - Um dia, a princesa picar-se-á num fuso e dormirá para sempre.

     O rei e a rainha ficaram muito preocupados. Uma fada madrinha disse:

     - Eu não posso quebrar o feitiço, mas posso alterá-lo.

     - Como? – perguntou o rei.

     A fada madrinha pegou na sua varinha e disse:

     - Um dia, a princesa picar-se-á num fuso e dormirá um sono profundo até que o seu verdadeiro amor a salve.

     No seu décimo sexto aniversário, a Bela, ao passear nos jardins, encontrou uma velha fiadeira.

     - Olá, minha senhora! Posso experimentar? – perguntou a Bela.

     - Claro que sim – respondeu a velha.

     Ao tocar no fuso de fiar, a princesa picou-se e caiu adormecida.

     Algum tempo depois, chegou um belo príncipe ao reino. Encontrou a Bela Adormecida e logo se apaixonou. O príncipe beijou suavemente a princesa. O seu amor quebrou o encantamento e a Bela Adormecida acordou.

     - Obrigada por me salvares! – agradeceu a princesa.

     - Queres casar comigo? – perguntou o príncipe.

     - Sim! – respondeu a Bela emocionada.

     O rei convidou todo o reino para a grande festa de casamento.

     E todos viveram felizes para sempre!

 

Mariana Marques Almeida, 4.ºB

EB de Albergaria-a-Velha

Prof. da Turma: José Manuel Alho

Reciclar é obrigatório!

Visita de Estudo ao Aterro Sanitário de Aveiro

 

 

 

 

 

 

              No dia 25 de Outubro fui com a minha turma (5ºF) ao Aterro Sanitário de Aveiro.

            O senhor que dirigiu a visita chamava-se João e explicou-nos tudo muito bem.

            Foi aí que aprendi que as estações de triagem têm um papel fundamental no processo de reciclagem. Lá chegam os recicláveis que são separados nas nossas casas e que requerem um processo adequado, nomeadamente a remoção dos contaminantes. Nas estações de triagem existe um conjunto de pessoas que separam esses resíduos que colocamos nos ecopontos. Nas estações de triagem corrigem os erros que as pessoas cometem quando separam os seus resíduos em casa.

            Porquê separar lixo?

            Faço esta pergunta porque quando aprendi a reciclar disseram-me só onde pôr o lixo. Perguntei ao senhor João e ele disse-me que separar e encaminhar as embalagens usadas tem vantagens ambientais e económicas: fabricar materiais a partir dos resíduos consome menos energia do que fabricá-las a partir das matérias-primas.

           Muitos dos nossos recursos energéticos não são fontes de energia renováveis, como é o caso do petróleo. Poupança de matérias-primas: ao utilizarmos as embalagens usadas no fabrico de novas embalagens, estamos a transformar o lixo num recurso, estamos a transformá-lo em matéria-prima secundária, estamos a poupar as matérias-primas, os nossos recursos naturais.

            No Aterro aprendi mais coisas mas estas foram as que eu decorei com mais facilidade.

            Adorei esta Visita de Estudo apesar de cheirar um pouco mal mas isso é normal nos aterros; ouvi coisas que nunca tinha ouvido na vida.

            Fiquei a perceber melhor o que significa a palavra reciclar.

 

 

Filipa  Tavares -5º F

 

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